A Odisséia de José Borges do Canto
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Borges do Canto, quase esquecido pela historiografia oficial, conta o autor era de estatura mediana, mas de peito largo, braços musculosos, mãos e pés fortes, pernas algo arqueadas, cabeça grande e grande cabeleira castanha a descer-lhe pelas costas, presa na testa, por uma vincha grossa de lã torcida. A pele originalmente clara, da sua ascendência européia, estava crestada pelo tempo e pelas intempéries. Seu olhar, de íris esverdeada, era penetrante e seco. Gostava de fitar direto nos olhos dos outros, não baixando a cabeça nem seu olhar, mesmo quando seu interlocutor assim o fazia. De poucas palavras, quase analfabeto, acreditava na palavra empenhada como o mais sério e irretratável dos documentos escritos; e, a uma opinião que houvesse dado, jamais voltava atrás. Não tinha religião, nem crenças. Aceitava pacificamente o fato consumado. Vivia intensamente todos os momentos - bons ou maus - procurando dos tropeços, tirar a melhor forma de andar. José Borges do Canto e sua comparsa de 40 intrépidos salteadores, conclui o autor, numa patriotada bem sucedida empurraram as fronteiras luso-brasileiras até as margens do Rio Uruguai, aumentando em quase um terço o território da então Capitania do Rio Grande de São Pedro, dando a configuração atual do nosso Estado.
Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 2003, 91 p.
CDU – 981.65
ISBN 857537537028-6
PREÇO: R$30,00 (incluída postagem para o Brasil)
PEDIDOS PARA O AUTOR: robertojung@gmail.com
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